domingo, setembro 18, 2011

Dormir



"Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira."

Marla de queiroz



sexta-feira, setembro 16, 2011

Deixa entrar




“A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto. Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça."

Caio F Abreu



terça-feira, setembro 13, 2011

Tempo ao tempo



"Afinal, há é que ter paciência,
dar tempo ao tempo,
já devíamos ter aprendido,
e de uma vez para sempre,
que o destino tem de fazer muitos rodeios
para chegar a qualquer parte."
José Saramago

segunda-feira, setembro 05, 2011

Só pro meu prazer


"Não fala nada, deixa tudo assim por mim. Eu não me importo se nós não somos bem assim..."
                                                                                                  Só Pro Meu Prazer - Leoni

Estávamos sentados em um bar. Um lugar longe de tudo e de qualquer pessoa que poderia nos reconhecer. Eu olhava pra ele e não conseguia dizer nada. Me perdia no olhar, as palavras ficavam confusas. 
Ele me cobrava uma decisão. Eu devia estar disposta a lutar por ele, mas tinha medo. As coisas não estavam fáceis. Existiam outras pessoas e o que iriam pensar de nós. 
Não chegaríamos então à um acordo. O silêncio.
E, de repente, começa a tocar a música. Eu disse que mesmo que não ficássemos juntos, aquela seria a nossa música. Nos abraçamos e, ali, longe de tudo e todos os problemas, nos beijamos.
A música tocou na hora certa. 
Não houve decisão, outros beijos ou encontro às escondidas...
Mas toda vez que escuto a música, tenho vontade de voltar no tempo e dizer que lutaria por ele, que o esperaria. Me dói no peito tudo o que não fomos.








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