sábado, janeiro 29, 2011

Carvão




Surgiu como um clarão,
um raio me cortando a escuridão.
E veio me puxando pela mão,
por onde não imaginei seguir.
Me fez sentir tão bem, como ninguém
e eu fui me enganando sem sentir,
e fui abrindo portas sem sair,
sonhando às cegas, sem dormir.
Não sei quem é você...
O amor em seu carvão
foi me queimando em brasa no colchão

e me partiu em tantas pelo chão,
me colocou diante de um leão...
O amor me consumiu, depois sumiu
e eu até perguntei, mas ninguém viu
e fui fechando o rosto sem sentir
e mesmo atenta, sem me distrair...
Não sei quem é você.
No espelho da ilusão,
se retocou pra outra traição,
tentou abrir as flores do perdão,
mas bati minha raiva no portão
e não mais me procure sem razão.
Me deixe aqui e solta a minha mão.
E fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?


Um comentário:

  1. Ana Carolina é sempre uma boa.. sempre uma poesia, um carinho na alma...


    beijo!

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