quarta-feira, dezembro 29, 2010

Tempestade dentro de mim





Choveu muito por aqui.
Lágrimas me invadiram, 
solidão fez-me companhia. 
Tempestade dentro de mim. 
A noite parecia não ter fim. 
Trovoadas me assustavam, 
só enxerguei dor. 
Sentia dor ao lembrar o 'adeus', 
despedida sem motivos. 
Fiquei perdida. 
No escuro, sozinha. 
Mas, enfim, está amanhecendo, 
o vento vai levando todas as nuvens do céu 
e as lágrimas vão se secando. 
No ar sinto calmaria,  umidade, paz. 
E a esperança de que nasça um amor 
que seja tranquilo como a brisa que sinto na pele. 
Tão puro quanto um rio de àguas cristalinas. 
Revitalizante como deitar-se à beira de uma cachoeira 
e ficar a escutar o som da natureza. 
Que seja sincero como as palavras vindas de uma criança
e como esse Sol que está nascendo,
iluminando meu caminho e apagando toda má lembrança
da tempestade que passou.


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